NUTRIÇÃO IDEAL PARA GATOS

Giane Lima Nepomuceno

Universidade Federal de Lavras – 3rlab

Você provavelmente já sabe que as proteínas são importantes para sua própria saúde e que seu gato também precisa delas. A combinação certa de proteínas é fundamental, mas seu gato precisa de ajuda para obter a mistura correta. A escolha do alimento correto para seu gato pode garantir um reforço suficiente do poder proteico.

As proteínas são unidades estruturais dos órgãos e tecidos corporais e compõem tudo, das cartilagens e tendões aos pelos, pele e sangue. Elas também podem ser encontradas em enzimas, hormônios e anticorpos. É importante lembrar que uma quantidade maior de proteínas não significa necessariamente uma saúde melhor. As proteínas são uma parte poderosa da boa nutrição, mas não são mais potentes que os outros nutrientes essenciais, que também são necessários para uma saúde excelente (figura – 1).

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Figura 1: As proteínas são uma parte poderosa da boa nutrição, mas não são mais potentes que os outros nutrientes essenciais, que também são necessários para uma saúde excelente.

A utilização da proteína no organismo de seu gato absorve aminoácidos, os principais componentes das proteínas oriundas do alimento, e os aproveita, sintetizando novas proteínas ou abastecendo outros processos corporais. Esta “síntese” pode ser limitada caso determinados aminoácidos não estejam presentes no organismo do gato ou estejam indisponíveis nas quantidades necessárias. É por isso que o alimento é tão importante na manutenção dos níveis adequados desses nutrientes.

O fator taurina é um componente proteico necessário para gatos e sua carência pode contribuir para uma série de problemas graves de saúde. Manter os níveis saudáveis de taurina é um desafio especial porque os gatos têm uma capacidade limitada de sintetizar este nutriente conforme necessário, e a taurina é facilmente perdida em resíduos digestivos.

As necessidades especiais de seu gato conservam muitas das características e necessidades nutricionais dos leões, tigres e outros membros de sua extensa família taxonômica. Por isso os gatos têm uma demanda proteica maior que a maioria dos animais domésticos. Níveis saudáveis de proteína são especialmente importantes para filhotes de gatos e gatas lactantes.

Os gatos precisam de uma quantidade significativamente maior de proteínas que os onívoros como os cães. É por isto que os gatos usam proteína para produzir energia sempre que possível e precisam de uma quantidade maior de determinados aminoácidos para sintetizar componentes estruturais e abastecer processos corporais (figura – 2).

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Figura 2: Os gatos precisam de uma quantidade significativamente maior de proteínas que os cães.

Ao contrário do que ocorre com onívoros, o organismo do gato foi especificamente desenvolvido para consumir mais proteínas que carboidratos, o que é uma marca registrada dos carnívoros. Algumas enzimas digestivas comuns em onívoros, por exemplo, não existem nos gatos.

Balanceamento de aminoácidos oriundos de animais e vegetais. Embora os gatos, na condição de carnívoros, devam obter determinados aminoácidos essenciais a partir de fontes de proteína animal, o restante encontra-se prontamente disponível em proteínas de origem vegetal. A mistura adequada de fontes de alta qualidade de proteína animal e vegetal fornece a combinação perfeita de aminoácidos essenciais para o seu gato.

O alimento correto para seu gato deve encontrar o equilíbrio saudável e preciso de aminoácidos e proteínas, além de outros nutrientes que o ajudem a alcançar e manter o bem-estar global. Procure um nutricionista para conhecer as necessidades específicas de seu gato para garantir a nutrição ideal.

 

MANEJO PRÉ ABATE DE FRANGOS

Giane Lima Nepomuceno

Universidade Federal de Lavras – 3rlab

O pré-abate é a etapa responsável pelo carregamento dos frangos em idade de processamento das granjas para o abatedouro. Os procedimentos realizados de forma correta são de extrema importância, tais como: a programação de retirada, jejum, carregamento, transporte, durante o transporte e área de espera do abatedouro. Devido ao seu significativo potencial de riscos à qualidade, rendimento de carcaça e inocuidade alimentar, é imprescindível que essa fase seja muito bem coordenada a fim de que seja assegurada a integridade da matéria-prima entregue ao consumidor.

O pré-abate inicia com a elaboração do programa de retirada, que precisa ser informado com, pelo menos, 24 horas de antecedência aos produtores para que haja tempo suficiente e adequado para preparar, corretamente, os galpões de onde serão retirados os frangos. A programação informa a hora do corte da ração, a quantidade de aves a ser carregada, o número de aves por gaiola e a hora do início e término de carregamento de cada caminhão, proporcionando estabelecer práticas de manejo e bem estar animal, visando obter uma ótima qualidade de carcaça e rentabilidade do lote.

 Jejum

O jejum (suspensão do fornecimento de alimento com o objetivo de esvaziar o conteúdo do TGI (trato gastrointestinal)), reduz o risco de contaminação fecal na área de abate. O fornecimento de alimento deve ser suspenso entre 8 e 12 horas antes do horário programado para o abate. A contaminação por jejum em tempo inadequado confere perdas econômicas significativas às empresas avícolas por ser necessário reduzir a velocidade de abate para permitir a inspeção adequada das carcaças, após a evisceração, pelas autoridades sanitárias e pelas perdas geradas pela presença de matéria fecal ou manchas de bílis na superfície interna ou externa das carcaças. A contaminação é uma das 5 maiores causas de perdas em abate avícolas no Brasil. Após a retirada da ração, deve-se garantir às aves acesso livre à água até que o carregamento seja iniciado. Deixar água livre, mesmo que de rotina e adotada no mundo todo, parece ser controversa em relação à contribuição para o esvaziamento do sistema gastrointestinal e consequente redução da contaminação durante a evisceração. Há trabalhos que demonstram que a ausência de água livre durante o jejum não afetou a incidência de contaminação fecal das carcaças no abatedouro, posteriormente. Mas, a água desempenha outro papel importante, que é o de assegurar o inquestionável conforto térmico às aves durante o apanhe e transporte, reduzindo o risco de mortalidade.

Durante o jejum há uma redução do peso vivo da ave, que é inerente ao processo. Essa diminuição, provocada pela excreção das fezes nos primeiros instantes na utilização pelo frango de suas reservas de água e energia para se manter vivo até o abate, não é recuperada no abatedouro, posteriormente, sendo uma perda líquida, irreversível e de grande expressividade econômica para as empresas. Por isso, para que o programa de jejum seja eficaz, é necessário que ele seja desenhado por profissionais com o conhecimento desejado e devido de todo o processo, para que se obtenha, assim, o equilíbrio entre os aspectos econômico (perda de peso vivo) e sanitário (esvaziamento do sistema gastrointestinal).

O processo de retirada de alimento deve:

  • Ser conduzido de forma equilibrada considerando o bem estar das aves durante todo o tempo.
  • Estar alinhado com os padrões alimentares normais do lote.
  • Dar tempo ás aves para consumir todo o alimento dos comedouros.
  • Permitir que o TGI se esvaziasse sem que ocorra uma perda de peso excessiva.

Apanha das aves

Durante a apanha das aves:

  • Minimizar a intensidade de luminosa e evitar os aumentos súbitos na intensidade da luz.
  • Controlar e ajustar a ventilação cuidadosamente para evitar stress por calor.
  • Apanhar as aves com cuidado evitando lesões.

Deve-se contar com normas claras e o processo de apanha das aves deve ser monitorado e revisado regularmente. É essencial contar com equipes que tenham sido devidamente treinadas (figura – 1).

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Figura 1: Apanha deve ser feita com cuidados para que não lesione os frangos, contar com uma equipe devidamente treinada.

Transporte

O transporte deve ser realizado utilizando-se veículos adequados, com as seguintes características:

  • Proporcionar proteção adequada do clima e boa ventilação.
  • Estar de acorda com a legislação e as normas locais vigentes.

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Durante o transporte (figura – 2):

  • Utilizar ventilação e aquecimento/resfriamento adicional quando for necessário.
  • Minimizar as paradas, as distâncias e o tempo de transporte.
  • Seguir a legislação e as normas locais vigentes.

Figura 2: É importante que siga a legislação e as normas locais vigentes

Área de espera.

Ao chegar ao abatedouro às aves devem ser mantida em uma área fresca e climatizada. Deve-se monitorar periodicamente a umidade relativa, a temperatura e o conforto das aves. O tempo de espera anterior ao abate deve ser minimizado.

O manejo ideal antes do abate resulta em uma transição com sucesso desde a granja até o abatedouro, maximizando assim o bem estar das aves, a qualidade da carcaça e a rentabilidade do lote.

Idade ao primeiro parto esta diminuindo em todas as raças nos EUA.

Marcelo Hentz Ramos, PhD – Diretor 3rlab

 

Um dos fatores mais importantes e determinantes da lucratividade do rebanho é dias em lactação médio (DEL). Este parâmetro obviamente depende de emprenhar as vacas rapidamente após o parto. Na mesma linha de pensamento, um recurso muito valioso na fazenda leiteira é a recria. Para o sucesso financeiro podemos colocar a mesma ênfase em eficiência reprodutiva nas novilhas que colocamos em DEL para vacas em lactação. Para termos vantagem neste importante parâmetro é preciso ter gestão. Importante notar que o maior custo de uma primípara é dias em alimentação antes da data de prenhez. Portanto, qual a idade média ao primeiro parto da sua propriedade?

A idade média ao primeiro parto de várias raças criadas nos EUA estão listadas na tabela 1. Nota-se com muita clareza que a idade ao primeiro parto média diminui em todas as raças! Importante entender que como estamos falando de média, várias fazendas deste grupo baixaram significativamente sua idade ao primeiro parto para que a média do grupo caísse.

Na tabela 2 podemos notar algumas variáveis de importância econômica de acordo com a idade ao primeiro parto. Importante notar nesta tabela que para todas as variáveis listadas primíparas mais jovens são mais interessantes. Certamente dados que precisamos analisar e aplicar em nossas fazendas!

Tabela 1 – Idade média (meses) ao primeiro parto em rebanhos americanos.

Raça 2011 2016
Ayrshire 27.3 26.8
Pardo suíço 27.0 26.6
Cruzamentos 26.1 25.7
Holstein 25.7 25.3
Jersey 25.0 24.8
Shorthorn 27.2 26.8

 Tabela 2 – Produção de leite, sólidos e taxa de prenhez de primíparas com diferentes idades ao primeiro parto (IPP).

IPP, meses ≤ 22 23-24 25-26 27-28 29-30
Leite, kg 11.742 11.056 10.330 9.628 9187
G, kg 435 413 389 365 350
P, kg 357 336 316 297 284
Pico, kg 38.8 37.3 36.0 34.2 33.2
TP, % 26 22 18 16 15

IPP = idade ao primeiro parto; G = gordura; P = proteína; TP = taxa de prenhez com 21 dias de intervalo;

Adaptado de: Extending age at first calving is extremely costly. Hoards Dairyman, novembro 2016.

 

 

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