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INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL NA PRODUÇÃO DE AVES

Giane Lima Nepomuceno

Universidade Federal de Lavras – 3rlab

A importância das aves como fonte de alimento proporcionou surgimento de uma avicultura intensiva, conhecida como avicultura industrial. A galinha é o primeiro animal de produção a ser confinado permanentemente em lugar fechado e em grande número, sob sistemas automatizados em intensiva seleção genética. Atualmente, a avicultura está à frente dos outros sistemas de produção animal em especialização e aplicação de tecnologia e é dentre as commodities a que mais contribui no consumo de proteína animal pelo homem.

 A Inseminação Artificial (IA) avícola utiliza o método de massagem e pressão para coleta de sêmen (figura 1), sendo assim, é o processo que onde o profissional deve correr os dedos indicador e médio ao longo da espinha da ave, exercendo uma leve pressão,  fazendo movimentos do pescoço para a cauda. Tente então obter o esperma, pressionando, levemente, um tubo de ensaio contra a cloaca do macho. Em operações com sucesso, uma espuma branca deve ser obtida, recolha essa espuma branca em uma seringa, sem agulha (figura 2). Com isso, poderá ser utilizado sêmen fresco ou resfriado por algumas horas. No processo de IA na fêmea, o profissional deve segurar a ave com a cabeça baixa e a cauda alta, até que se acalme, então é injetado o ejaculado, utilizando a seringa sem agulha, na cloaca da galinha. Tudo ocorrendo devidamente correto, os ovos botados dentro de 72 horas devem ser férteis.

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Figura 1: Método de massagem ou pressão para coleta de sêmen.

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Figura 2: Utilização da seringa sem agulha para obter o sêmen.

 

Em ótimas condições de instalações e manejo, espera-se da técnica de IA melhoria nos índices de fertilidade, no entanto a utilização ou não de um programa de IA está sujeita à análise econômica pelo balanço entre suas vantagens e desvantagens em relação ao acasalamento natural.

Vantagens da aplicação da técnica de IA sobre a monta natural:

  • eliminação de acasalamento preferencial;
  • a reprodução de linhagens comerciais de monta difícil ou impossível;
  • um menor número de machos pelo mesmo de fêmeas (redução de 7-10% para 2-3%);
  • o aumento da descendência dos machos de alto valor genético (aumento na pressão e no progresso de seleção);
  •  elevação nos níveis de fertilidade (é possível compensar quedas na qualidade espermática e na capacidade de armazenamento da fêmea pelo aumento de concentração da dose inseminante e do número de inseminações, além da garantia de que todas as fêmeas foram inseminadas);
  • a redução nos custos de alimentação em 10 a 20% (menor necessidade de energia para a atividade sexual);
  • possibilidade de aumentar a capacidade produtiva das instalações já existentes (pode-se dobrar a densidade de criação no galpão ao sair do piso para a gaiola);
  • aumento na porcentagem de ovos incubáveis próximo de 2% (devido ao aumento de ovos limpos);
  • possível aumento peso final frango (ovo de galinha engaiolada tem peso 1 a 2 g maior).

 Desvantagens:

  • investimentos iniciais em instalações, equipamentos e treinamento de mão-de-obra;
  • demanda e custo de mão-de-obra especializada;
  • incidência de pododermatite em aves alojadas em gaiolas (especialmente as de linhagens pesadas).

A utilização de aves mais jovens é o mais indicado para que as mesmas se acostumem facilmente com a prática, é importante a separação de machos e fêmeas, o ideal que as matrizes sejam inseminadas 2 vezes na semana, cada coleta de sêmen pode ser administrada em 3 ou 4 fêmeas, podendo ser utilizado diluente em água de coco ou água destilada é importante que não contenha cloro na água.

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